Gestão de Consentimento no Open Data da Serasa
Transformando a experiência do usuário com transparência e flexibilidade
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01Desafio
Em um mundo onde a privacidade e o controle de dados são cada vez mais essenciais, tive a oportunidade de liderar uma iniciativa estratégica na Serasa, garantindo mais transparência e flexibilidade na gestão de consentimentos dos usuários. Como Product Designer no time de Open Data, fui responsável por aprimorar a experiência de autorização e revogação de dados em produtos como conexões de FGTS, Gig Workers (Uber, 99 e iFood) e LGPD.
O desafio? Criar uma jornada de consentimento que resguardasse juridicamente a Serasa dentro da LGPD, garantindo que todas as diretrizes fossem seguidas, ao mesmo tempo em que o usuário fosse empoderado com total controle sobre seus dados. A solução precisava ser intuitiva, transparente e flexível, permitindo que os usuários gerenciassem suas autorizações sem complicações, ao mesmo tempo em que proporcionava segurança e conformidade regulatória para a empresa.
02Processo
Como foi feito
Para garantir um impacto positivo, trabalhamos com um MVP focado na conexão de FGTS, desenvolvendo um modelo modular que pudesse ser aplicado a todas as jornadas da Serasa. A ideia era permitir que o usuário ajustasse permissões individuais sem precisar revogar completamente o consentimento, tornando o processo mais flexível e acessível.
Além disso, conduzi um estudo aprofundado sobre LGPD e pesquisei benchmarking de concorrentes para entender como grandes players do mercado lidavam com a questão. Tudo foi documentado no FigJam, servindo como referência para a equipe.
A jornada foi construída em colaboração com o time jurídico, garantindo conformidade legal e aprovando cada decisão estratégica. Além disso, mantive uma comunicação próxima com times de dados, tecnologia e produto, alinhando a implementação às necessidades do negócio.
03Produto
Gestão de Consentimento
Durante a fase de pesquisa, percebi que poderia propor um novo produto dentro da Serasa: a Gestão de Consentimento. Em vez de limitar a solução à jornada do FGTS, propus uma interface centralizada, dentro do perfil do usuário, onde ele pudesse visualizar e gerenciar todos os consentimentos concedidos em diferentes produtos da Serasa.
Isso traria maior transparência e controle, permitindo que os usuários ajustassem suas permissões de forma intuitiva, sem precisar acessar cada produto separadamente.
Para viabilizar essa solução de forma escalável, desenhei um sistema modular, capaz de ser integrado a qualquer jornada dentro da Serasa. Dessa forma, a Gestão de Consentimento se tornaria um padrão dentro da empresa, aplicável a novas iniciativas sem a necessidade de desenvolver soluções isoladas para cada produto.

04Protótipo
Prototipação e desenvolvimento
Para materializar a solução, iniciei a prototipação no Figma, utilizando inicialmente o Design Guide Web, já que a Serasa ainda estava em processo de migração para o Design System. Após validações internas e testes de usabilidade, a equipe decidiu avançar com a versão já integrada ao novo Design System.

O modelo garantiu que os usuários pudessem
- Autorizar ou revogar consentimentos de forma granular
- Ter transparência sobre quais dados estavam sendo utilizados
- Gerenciar permissões sem interromper a conexão de dados
05Acessibilidade
Acessibilidade: design para todos
Garantir acessibilidade não é apenas uma boa prática, mas uma responsabilidade. Para isso, o handoff de acessibilidade foi um passo essencial dentro do projeto. Documentei toda a interface no Figma com tagueamentos detalhados, fornecendo instruções claras para cada elemento da UI. Isso permitiu que os desenvolvedores aplicassem as diretrizes de acessibilidade no código de forma simples e eficiente.
Além disso, para validar se as diretrizes estavam sendo aplicadas corretamente, contei com o suporte de um colega deficiente visual e especialista em acessibilidade. Essa troca foi fundamental para garantir que a experiência fosse realmente inclusiva, indo além das diretrizes técnicas e considerando a experiência real dos usuários.

06Handoff
Handoff técnico: conexão entre design e desenvolvimento
A documentação da interface foi peça-chave para garantir uma implementação fluida e alinhada ao projeto. Para isso, estabeleci um processo contínuo de handoff técnico, onde cada fluxo e interação eram detalhadamente explicados para os desenvolvedores.
A cada etapa do projeto, organizava reuniões específicas para revisar as telas, esclarecer dúvidas e garantir que todas as transições e comportamentos da interface fossem implementados corretamente. Esse alinhamento próximo ajudou a otimizar o tempo de desenvolvimento e evitar retrabalho, garantindo que a solução final entregasse o máximo de valor para o usuário.

07Resultados
300 mil
Conexões de FGTS
Alta de 100 mil (meta: 1 milhão)
2 milhões+
Conexões no Open Finance
Base construída a partir desta jornada
↓
Chamados de suporte sobre revogação de consentimento
08Aprendizados
Aprendizados e reflexões
Este projeto me proporcionou uma experiência valiosa sobre a interseção entre UX, regulamentação de dados e estratégia de produto. Trabalhar com um tema tão sensível quanto a privacidade dos usuários me fez entender ainda mais a importância de um design centrado na confiança e transparência.
Essa experiência reforçou minha visão de que um design bem estruturado vai além da estética: ele precisa ser funcional, inclusivo e orientado às necessidades reais dos usuários.
Habilidades que desenvolvi
- Apresentar propostas para diferentes stakeholders, garantindo alinhamento e engajamento de diversas áreas da empresa
- Facilitar processos junto ao time de produto, assegurando que as soluções sejam implementadas com eficiência e dentro da visão estratégica
- Criar e manter documentações detalhadas, permitindo que o conhecimento seja acessível e reutilizável em futuras iniciativas
